Apresentação do Itaporto em Carapebus/RJ

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Início > Notícias > Apresentação do Itaporto em Carapebus/RJ

O projeto conceitual do grandioso Itaporto Offshores Alfandegário Carapebus foi apresentado em 29 de junho de 2017 em Carapebus/RJ, na Câmara Municipal. A OCIP Agência de Desenvolvimento Regional do Norte e Noroeste do Estado do Rio de Janeiro (ADRENNERJ), responsável pelo projeto, convidou representantes dos seis municípios integrantes da planta do projeto: Campos dos Goytacazes, Conceição de Macabú, Quissamã, Macaé e Rio das Ostras, sendo Carapebus foi o anfitrião com a participação dos vereadores, da Prefeita, Vice-Prefeita e secretários municipais.

O projeto tem área total de por volta de 5.114,71 ha distribuida nos 06 municípios integrantes. A área do porto foi projetada com capacidade para por volta de 50 embarcações de portes diversos, desde petroleiros aos tipos VLCC e ULCC; área alfândegaria; parque eólico/fotovoltaico; refinaria; usina termoelétrica; espaço offshore para operações comerciais dos parceiros do empreendimento nos diversos níveis de participação; e uma área de compensação ambiental com pouco mais de 500 ha.

Para fins de preservação da restinga de Jurubatiba, área ambiental protegida pelo Parque Nacional (PARNA) da Restinga de Jurubatiba (unidade de conservação na categoria de Proteção Integral), a passagem para a região de atracamento das embarcações será feita de forma aérea, como uma "ponte" sobre o ecossistema protegido.

A "ponte" terá extensão estimada de 10 km mar adentro, para o alcance do calado natural (profundidade necessária para circulaçao das embarcações) de 28 a 40 m. Serão instalados oito ramais de transporte incluindo rodovias e ferrovias para a entrada e saida de cargas do porto.

Serão desenvolvidas áreas de apoio, retroáreas, nos seis municípios relacionados no projeto, com destaque a Campos dos Goytacazes/RJ com área de 990 alqueires geométricos, o equivalente a aproximadamente 47971,6 ha voltados a produção agrícola. Parte da área fica localizada na Faixa Marginal de Proteção da Lagoa Feia, fato que provavelmente forçará ação de replanejamento. As áreas municipais tem como objetivo o apoio as ações do porto, em especial na produção de cargas a serem movimentadas.

Para retroárea de Campos dos Goytacazes, a proposta em estudo é utilizar a capacidade hídrica da lagoa Feia como apoio a produção agrícola, bem como para navegação de apoio pelo leito da lagoa e do canal das flechas, sua ligação com o mar. Vale ressaltar que a existência das comportas de grande porte instalada no canal poderá inviabilizar a circulação de embarcações prevista.

O empreendimento está ancorado na diversidade de rodovias que cortam toda a região, especialmente a BR-101. A utilização da ferrovia também está projetada, com a utilização da malha já instalada pela antiga ferrovia Leopoldina, e pela espectativa da construção pelo governo federal da EF118, que visa conetar as capitais do Rio de Janeiro e Espírito Santo, passando pela região de interesse do Itaporto.

O Itaporto tem porte superior ao complexo portuário do Acú em São João da Barra; Sua instalaçao no mesmo ecossistema, restinga, pode prever situações problemáticas e polêmicas similares as ocorridas na região do Acú, em especial com relação as questões ambientais. A mitigação do impacto ambiental gerado, e a compensaçao financeira devida será ponto a ser visto com cuidado.

O primeiro passo foi dado, e os estudos subsequentes serão essenciais para qualificar e fortalecer a proposta. Vale aguardar os próximos passos do projeto.


A Ecoanzol, membro do Conselho Municipal do Meio Ambiente de Carapebus/RJ, esteve presente na apresentação com Luiza F. Salles, Diretora Presidente, e com sua equipe técnica composta pelo Eng. Agrônomo Marcelo dos S. Ferreira, também Diretor Executivo; o Eng. Ambiental Leonardo Dinelli e a Eng. Mecânica Carol Viana. A análise da Ecoanzol poderá contribuir com a decisão do poder público municipal de Carapebus/RJ, quando consultado o conselho municipal sobre o tema.

Créditos
Fotos, Texto e Edição final por Marcelo dos Santos Ferreira
--

Nenhum comentário :

Postar um comentário